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James Gunn fala sobre os desafios dos efeitos de O Esquadrão Suicida

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Por Gus Fiaux

No ano que vem, O Esquadrão Suicida vai vir para limpar a ficha da equipe de vilões da DC Comics, especialmente após o filme amplamente criticado de 2016. Pelo visto, James Gunn acaba de iniciar os preparos para a pós-produção do longa, e o diretor já deixou claro que o filme não vai ter tanta computação gráfica quanto teve efeitos práticos durante as gravações.

Isso fez com que muitos fãs passassem a perguntar ao diretor quais eram as maiores dificuldades e desafios em se produzir um filme como efeitos digitais e um filme com efeitos práticos. No Twitter, o cineasta respondeu, explicando porque ele prefere efeitos práticos – isto é, efeitos que são criados durante as próprias gravações.

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Para Gunn, a principal diferença entre um e outro é o modo de preparo, e como os custos podem ser diferentes. No entanto, para ele, tudo depende da preparação de um projeto, e como os estúdios estão dispostos a “apressar demais” a produção, alguns casos antes mesmo que o roteiro do filme esteja pronto.

“A diferença de custo depende parcialmente do que você está fazendo e do quão bom o trabalho é. Efeitos práticos baratos são mais baratos do que CGI barato, mas CGI barato pode ser mais barato que efeitos práticos de alta qualidade. E você não pode fazer tudo em efeitos práticos como, por exemplo, a Mothra [da franquia ‘Godzilla’]… Mas o problema para mim é que os cineastas frequentemente não se planejam. Porque eles não fazem escolhas distintas ou visualizam de começo [como vai ser], eles fazem computação gráfica porque é o modo mais preguiçoso e fácil, de modo que eles possam fazer todas as escolhas sobre estética, cenários, planos e qualquer coisa durante a edição.”

Gunn então falou de sua própria experiência com O Esquadrão Suicida, e como o filme conseguiu escapar do costume frequente dos estúdios. Ele deixou bem claro que tudo foi planejado com muita antecedência, e que a Warner só aprovou o filme depois que o roteiro já estava pronto.

“Alguns desses casos são culpa de diretores preguiçosos, e muitos desses são culpa dos estúdios, que aprovam roteiros mesmo antes deles estarem prontos (e alguns casos, antes mesmo deles serem escritos), apenas para já marcar uma data de estreia. Então, não há tempo para preparar o filme… Uma das coisas pelas quais estou orgulhoso com ‘O Esquadrão Suicida’ é que somos bem antiquados nesse sentido. Não havia filme do Esquadrão Suicida até que o roteiro foi escrito e todos ficaram animados com ele, e só assim eles deram sinal verde com o orçamento e a data de lançamento.”

Isso demonstra uma evolução muito grande do Universo Estendido da DC Comics – que parece, cada vez mais, estar aprendendo com os próprios erros. Quando paramos para pensar, o maior problema de Esquadrão Suicida (2016) foi justamente a pressa e a interferência excessiva do estúdio.

Abaixo, veja o que queremos ver em O Esquadrão Suicida:

O Esquadrão Suicida chega aos cinemas em agosto de 2021.

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux