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Irmãos Russo, diretores de Vingadores: Ultimato, falam sobre Chadwick Boseman

Por Raphael Martins

A morte do ator Chadwick Boseman, causada pelo câncer em Agosto deste ano, ainda enche de tristeza o coração de seus fãs, familiares e colegas de trabalho, que volta e meia revelam uma nova história que compartilharam com o eterno Pantera Negra. Agora, Anthony e Joe Russo, que o dirigiram em três filmes do Marvel Studios, voltaram a falar sobre a pessoa, o profissional e o amigo do qual tanto sentem falta.

Durante o evento CCXP Worlds (via Collider), ocorrido de forma online durante o último fim de semana, a dupla de diretores falou sobre como foi trabalhar com Chadwick Boseman, que tiveram a oportunidade de dirigir em Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato.

Anthony Russo disse:

“Mesmo entre atores que estão no auge de sua arte, ele se destacava por sua dedicação ao que fazia… Seu nível de comprometimento ao personagem consumia cada camada de seu ser. Este é um detalhe muito simples, mas quando estávamos gravando Guerra Civil, que foi sua primeira performance como o Pantera Negra, foi muito difícil trabalhar junto com ele para encontrar um sotaque africano específico, a versão específica da África que estávamos tentando transformar na fictícia Wakanda. E quanto ele desvendou o personagem e encontrou o sotaque, ele o usou durante a gravação inteira, inclusive fora das câmeras. Ele só falava daquela maneira como T’Challa.

 

Acho que isso só evidencia o fato do quão profundamente ele havia construído aquele personagem e como ele se segurou a ele durante todo o processo para poder lhe dar vida. É incrivelmente admirável quando você encontra alguém que coloca esse nível de seu ser, seu foco e seu esforço inteiro no que estão fazendo, e isso se traduz na tela. Você sente algo diferente quando o está vendo trabalhar, não só como T’Challa, mas em qualquer papel. Ele foi uma inspiração incrível, um ser humano incrível, no auge de seu profissionalismo e de sua arte. Somos muito gratos pelo tempo que passamos com ele.”

Joe Russo também falou sobre as experiências que teve com Boseman, com quem foi trabalhando cada vez mais de perto a cada novo filme:

“Ele tinha uma integridade incrível. Era um ser humano muito atencioso, artístico e elegante com quem eu tive o prazer de conviver e trabalhar. Como Anthony disse, ele não era só um ator, era um cineasta. Ele entendia o cinema. Ele entendia sobre contar histórias. Acho que a coisa que é mais importante frisar foram as pessoas que trabalharam com ele durante os últimos seis anos em vários projetos, foi o que ele fez e a forma como ele lidou com sua doença, tão corajosamente. Isso exemplificava sua integridade, porque ele colocava de lado todo tipo de agenda pessoal pelo que ele sabia que era um verdadeiro momento histórico, no que diz respeito do que o Pantera Negra significava para as pessoas. Então não acho que ele queria que sua doença se tornasse sua história. Ele queria que o Pantera Negra e seu elenco totalmente negro fosse a história. E essa foi uma das coisas mais corajosas que eu já testemunhei alguém fazer, algo com o qual nós lidamos em um nível pessoal.”

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sobre o autor Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael