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Vingadores: Ultimato – Roteiristas explicam como o plano dos heróis funciona no filme!

Por Raphael Martins

Atenção: Alerta de Spoilers!

Em Vingadores: Ultimato, os maiores heróis da Terra são mostrados 5 anos depois dos eventos que ocorreram em Guerra Infinita, tentando seguir em frente após terem fracassado em impedir que Thanos exterminasse metade da vida no universo.

Entretanto, uma nova oportunidade de consertar as coisas surge na figura do Homem-Formiga, que dá a ideia de todos viajarem pelo tempo a partir do reino quântico para recuperarem as joias do infinito em vários pontos do passado e as usarem para trazer de volta aqueles que se foram.

A explicação que o Hulk dá no filme pode ser um pouco confusa, mas em uma entrevista ao site Fandango, Christopher Markus e Stephen McFeely, roteiristas do filme, responderam algumas dúvidas sobre como isso funciona em Ultimato.

McFeely explica como foi o processo criativo para bolar o argumento da viagem no tempo no filme, afirmando que eles recorreram à ajuda de físicos para fundamentar melhor toda a trama:

“Nós sempre estamos nos colocando e becos sem saída com o que escrevemos, e nós tivemos problemas no começo quando tivemos essa ideia de meio tornar o estalar definitivo, certo? Para fazê-lo permanente quando Thanos destrói as joias. E então nós matamos Thanos, certo? Como você resolve isso, assumindo que você que o seu filme traga as pessoas de volta? Então, Kevin [Feige] é um grande fã de viagem no tempo. Ele é um grande fã daqueles episódios de final de temporada em duas partes, esse tipo de coisa. E nós sabíamos que nós queríamos brincar com o tempo e sabíamos que o MCU merecia isso, já que ele tinha material o suficiente para que nós pudéssemos ir ao passado se quiséssemos. E as joias estão no passado, e quanto chegamos a essa ideia de que o segundo ato seria um assalto no tempo através dos próprios filmes da Marvel, nós ficamos meio que tontos com isso.

 

Então, nós tínhamos que decidir que tipo de regras da viagem no tempo nós usaríamos. Chamamos alguns físicos e um homem disse ‘Estou feliz que vocês me chamaram, porque eu sempre quis falar com pessoas de Hollywood para dizer que eu amo De Volta Para o Futuro tanto quanto qualquer um, mas que eu não acho que é assim que isso funcionaria.’ O que também nos ajudou bastante porque, como você pode imaginar, cada vez que nós voltávamos para… sabe, nós temos seis assaltos no tempo diferentes em três ou quatro períodos diferentes… se toda vez que você voltasse você criasse um novo cassino do Biff, na falta de um termo melhor, certo? Mais uma ruptura na versão da sua linha do tempo? Nós jamais sairíamos do segundo ato.

 

Então para nós, a melhor coisa que poderíamos fazer era operar sob algum tipo de realidade, para que que as coisas que já aconteceram… de novo, viagem no tempo é humanamente impossível, mas um número de físicos nos falaram que seria muito mais fácil operar em uma única realidade do que em uma linha do tempo singular. Então essa é a base para a conversa sobre a viagem no tempo.”

Christopher Markus continua, revelando como a dupla de roteiristas chegou à ideia da “máquina do tempo” que os heróis usam para reverter a história:

“Quando o assunto da máquina do tempo surgiu pela primeira vez, todos nós demos um grunhido, porque aquela parecia uma saída muito fácil. ‘Bom, Tony pode inventar uma máquina do tempo’ é algo tão arbitrário e fácil quanto possível. Mas foi aí que… sabe, nós já não iríamos usar Scott Lang em Guerra Infinita, porque nós não queríamos mudar muito o filme Homem-Formiga e a Vespa. Nós só tínhamos influência sobre o final. Então nós queríamos permitir que aquele fosse um filme independente, para que não pudéssemos amarrá-lo a Guerra Infinita.

 

Nós sabíamos que tínhamos acesso a ele para o segundo, e isso… de novo, de acordo com os físicos teóricos, o tempo seria completamente diferente dentro do reino quântico. Haveria um construto totalmente diferente lá dentro. Então nós tínhamos um personagem que que iríamos trazer que estava saindo de um mundo onde o tempo era diferente, e de repente parecia que aquela era uma maneira muito orgânica para o MCU de construir uma máquina do tempo de modo que não parecesse uma total baboseira.”

Você pode ver vários cartazes do filme em nossa galeria abaixo:

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sobre o autor Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael