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Vingadores: Guerra Infinita – Cena da dizimação poderia ter sido bem diferente!

Por Raphael Martins

O momento mais importante – e mais triste – de Vingadores: Guerra Infinita certamente é a cena da dizimação, onde Thanos estala seus dedos, com a manopla do infinito devidamente completa pelas seis joias, e apaga metade do universo, incluindo vários heróis queridos do público. É uma cena forte, poderosa e que será lembrada por muitos anos. É seguro dizer que ela até mesmo entrou para a história do cinema moderno. Mas esse momento poderia ter sido mostrado de uma maneira bem diferente.

Em uma entrevista ao site ColliderDan Deleeuw, supervisor de efeitos especiais em Guerra Infinita, falou que originalmente os produtores tinham um plano bem diferente de como aqueles personagens seriam eliminados da existência:

“Se você assistir o filme, meio que há um tipo de visual específico para os poderes de todas as joias, certo? Como elas são usadas individualmente e então todas juntas, elas estão sempre ligadas às cores de cada joia e meio que combinadas de maneiras interessantes. Então, quando nós começamos as ideias iniciais da cena, já que ele estava usando todas as joias, nós inicialmente tentamos manter a mesma linguagem acontecendo enquanto todos viravam pó. E tudo o que acontecia teria muitos efeitos de luz, e a ideia era a de que haveria sim o pó, mas também haveria um tipo de luz interior, como se a alma estivesse lá, e isso se tornou algo que no fim das contas dependeria de cada performance [dos atores] que tínhamos. Nós começamos pela performance do Tom [Holland] quando Peter desaparece, e [os outros efeitos especiais] foi algo que meio que destruiu o que estava acontecendo na cena.”

Mas como diz o ditado, é errando que se aprende. A partir da performance de Tom Holland, a equipe de efeitos visuais do filme compreendeu que não precisaria de um show de luzes grande e bonito para compôr a cena. Deleeuw fala que eles descobriram, ainda que ironicamente, que o melhor efeito para a dizimação realmente dependia inteiramente dos atores agirem como se estivessem virando pó, deixando de existir. Foi ali que eles descobriram o que deveriam fazer com a cena, criando o momento mais inesquecível do filme.

“Então basicamente a linguagem da cena se tornou ‘Bem, o que os atores estão sentindo nesse momento?’. Peter [Parker] está aguentando o máximo que pode, certo? E então você meio que está animando as partículas de uma maneira que tenta preservar isso. E você olha para a Feiticeira Escarlate: com Wanda, ela simplesmente se entrega. Então para cada tipo de linguagem, quando você deixa de lado todos aqueles efeitos de luz, nós fomos para algo que fosse mais compreensivo com as performances de todos. É isso o que é aquele momento devastador… é realmente tentar entender o que os atores estão fazendo e meio que usar isso com o próprio pó.”

Gostaram de como os efeitos foram utilizados na cena? Estão ansiosos para ver o desfecho disso no próximo filme? Comentem!

Fique com imagens de Vingadores: Ultimato, próximo filme da equipe:

Fonte: ComicBook

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sobre o autor Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael