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[CRÍTICA] Wolfenstein: Youngblood – Matar nazistas nunca foi tão divertido!

- – Lobos caçam juntos.

Por Leo Gravena “Nós nascemos para caçar nazistas”.

 

Ficha Técnica:

Wolfenstein: Youngblood

 

Desenvolvido por: MachineGames, e Arkane Studios

 

Publicadora: Bethesda Softworks

 

Direção: Jerk Gustafsson e Dinga Bakaba

 

Lançamento: 26 de junho de 2019.

 

Disponível para: Nintendo Switch, PC, PlayStation 4, Xbox One

A franquia Wolfenstein revolucionou os jogos de tiro em primeira pessoa, tendo definido completamente o gênero desde Wolfenstein 3D, lançado em 1992. Desde então, vários jogos do gênero foram lançados, contudo, as dinâmicas e ideias apresentadas ali sempre foram repetidas.

A trama dos jogos originais sempre traz B.J. Blazkowicz e seus aliados lutando contra nazistas. Agora em Wolfenstein: Youngblood acompanhamos as filhas de B.J., Jessica e Sophie, indo atrás do pai em Paris, na França. O jogo é um spin-off da franquia, se passando vinte anos após Wolfenstein II: The New Colossus e abrindo o caminho para uma terceira parte.

A franquia Wolfenstein se passa em um universo no qual os nazistas ganharam a Segunda Guerra Mundial, em jogos anteriores, vimos os nazistas se unindo com a Klu Klux Klan para infiltrar os Estados Unidos e, agora, vamos para a França ajudar a resistência de Paris. 

Diferente dos seus predecessores, Youngblood é um jogo bem mais fácil, porém, não menos divertido e interessante. Jess e Soph foram treinadas desde crianças por B.J. e Anya de maneira extremamente rigorosa, ainda assim, elas são engraçadas e divertidas. É comum que em jogos de tiro em primeira pessoa os protagonistas quase sempre sejam o cara durão, com um passado conturbado e que sempre fala com os dentes cerrados (cof cof Snake cof cof), mas o jogo muda essa dinâmica ao nos dar duas jovens que matam nazistas e estão se divertindo com isso.

Em toda a trama e todo o momento, Youngblood deixa claro que nazistas são ruins, não importa o contexto – em alguns momentos, isso pode até parecer um pouco repetitivo demais, porém ao ligar a televisão e ver marchas nazistas ou gente defendendo o nazismo devido os avanços científicos feitos pelo regime, o jogo não está errado em repetir incessantemente: Nazismo é ruim e nazista bom, é nazista morto. 

Ainda assim, Youngblood não faz um grande comentários político como seus antecessores, o jogo é bem mais leve e divertido, tendo como foco o co-op para que você e um amigo possam simplesmente sair por aí matando nazistas e se divertindo enquanto fazem isso.

O jogo possui um mapa até que pequeno, porém bem interessante de se explorar, no início, o vai e vem das missões pode ser um pouco cansativo, mas logo você consegue encontrar as rotas mais rápidas e fáceis de chegar até os seus objetivos.

A luta contra os inimigos também é algo que cresce com o tempo, Youngblood não traz uma variedade de armas gigantescas como outros shooters atuais, porém a dinâmica das armas, como cada uma afeta um tipo de inimigo diferente e as várias opções de personalização faz com que você não foque tanto na quantidade, mas sim na qualidade e em como cada uma te ajudará em determinado momento, dessa forma, você verdadeiramente utiliza quase todas as armas do jogo, ao invés de ficar apenas com uma o tempo todo. 

Ainda assim, o jogo tem alguns sérios problemas de jogabilidade. O primeiro é o fato de que, mesmo que você esteja jogando sozinho, é impossível pausar. Você pode apertar o botão de opções do jogo ou de personagem, porém, enquanto você atualiza a personagem, armas ou as opções do jogo, como volume e brilho, você pode ser morta, pois o mundo continua girando enquanto você estava parada em um canto, tentando decidir qual armadura é a melhor para matar nazistas.

Além disso, o game é completamente feito para se jogar em co-op, de maneira que, muitas vezes, é frustrante como o IA de sua irmã pode ser ruim e acabar fazendo com que vocês duas morram de maneiras bem bobas. Esse talvez seja um dos maiores problemas de Youngblood, o jogo é completamente feito para ser jogado em dupla, porém, como quase todo novo jogo dessa geração, não possui modo cooperativo local, o “couch co-op”.

Os elementos de RPG introduzidos são até interessantes, porém não são realmente bem trabalhados. Se um inimigo é um nível maior que você, provavelmente com um tiro sua personagem será morta, porém, basta um nível a mais – e a arma certa – para que eles sejam facilmente derrotados.

Por fim, o grande apelo de Youngblood são suas protagonistas. Soph e Jess são divertidas e engraçadas, a dinâmica das irmãs é bem natural e o jogo introduz um elemento sensacional chamado Sinal de ânimo, no qual você pode dar um joinha, fazer um chifre ou unir os punhos com sua irmã e ganhar armadura, saúde ou mais dano por um determinado momento. 

Wolfenstein: Youngblood não é revolucionário e vai mudar a maneira como jogos em primeira pessoa são apresentados, mas ele traz algo divertido e confortável, é o jogo perfeito para você jogar com um colega e passar algumas horas conversando sobre a vida, jogando de maneira quase que secundária e se divertindo vendo nazistas tendo suas cabeças explodidas. 

 

Confira abaixo o trailer da história e algumas imagens do jogo:

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sobre o autor Leo Gravena

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