As mitologias utilizadas por Rick Riordan em suas sagas!

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As mitologias utilizadas por Rick Riordan em suas sagas!

Por Guilherme Souza

Assim como Tolkien e J. K. Rowling, Rick Riordan criou um universo fantástico através de seus livros infanto-juvenis, que nos transportaram para aventuras incríveis e que nos ensinam muito sobre mitologia. Geralmente, a ficção se baseia muito nas mitologias Grega, Nórdica e Egípcia, contudo, Riordan foi além e resolveu criar um universo em que todas as mitologias coexistem e até mesmo entram em conflito!

Começando por Percy Jackson e os Olimpianos, a saga mais famosa do autor, entramos em uma jornada que nos mostra que os costumes da Grécia Antiga, as divindades e as criaturas mitológicas continuam vivas, mesmo em nossa sociedade atual. Assim como antigamente, os Deuses do olimpo continuam tendo relacionamentos amorosos com seres mortais, que resultam no nascimento dos ditos semideuses.

Riordan pega todos esses conceitos antigos e os atualiza, fazendo com que façam sentido em nosso cotidiano. É claro, mesmo com as mudanças, o autor ainda mantém muito do material original, nos dando uma gostosa lição de mitologia em meio às aventuras vividas por Percy e os demais meios-sangues, nome utilizado atualmente para definir os semideuses.

Servindo de base para tudo o que viria a seguir, Percy Jackson conseguiu despertar o interesse pela mitologia até mesmo nos leitores mais jovens e nos mostrou o quão rica essa cultura ainda pode ser. Desde os locais históricos, aos artefatos, criaturas e Deuses, tudo ainda consegue ser extremamente cativante, mesmo na era da tecnologia. Basicamente, tivemos uma recriação de A Odisseia de Homero nos dias atuais.

Seguindo as aventuras vividas pelos Olimpianos, Riodan decidiu expandir ainda mais seu universo, desta vez, mais ambicioso, o autor parte para narrativas que exploram as mitologias Egípcia e Romana.

Ao falarmos sobre As Crônicas dos Kane, somos transportados para uma jornada no Egito Antigo ao lado dos irmãos Sadie e Carter Kane. Cheia de reencarnações de Deuses antigos, poderes baseados energias provindas do reino dos mortos e a luta contra uma cobra gigante engolidora de mundos, mais uma vez, o autor nos mostra esse paralelo entre contos antigos e eventos históricos com o nosso cotidiano de forma exemplar, enchendo sua narrativa de criaturas fantásticas e que nos fazem querer saber cada vez mais desse universo tão rico.

Embora existam conexões entre a mitologia dos irmãos Kane e a mitologia de Percy Jackson, isso não se torna tão relevante quanto o que acontece na saga Heróis do Olimpo. Servindo de continuação para as aventuras de Percy, mais uma vez somos apresentados a novas crenças, criaturas e deuses, desta vez, baseados na mitologia Romana, que se originou da mitologia Grega.

Quando os Romanos passaram a escravizar os Gregos, muito da mitologia grega acabou sendo incorporada na sociedade romana, fazendo com que deuses como Zeus, Hades, Apolo e outros passassem a ser cultuados pelos romanos, porém com outros nomes e aparência, gerando assim uma versão romana dos deuses gregos.

Em Heróis do Olimpo, vemos essa ramificação dos deuses gregos tomando forma e dando origem a um novo acampamento de semideuses, que segue os costumes romanos e que pode ser uma grande ameaça para o Acampamento Meio-Sangue, lar de Percy e seus amigos. Aqui, vemos o quão ambicioso Riordan poderia ser, criando um universo compartilhado de livros que se interligam.

Vemos um aumento exponencial em todos os conceitos que já haviam sido estabelecidos nos livros anteriores do autor, bem como o preenchimento de algumas lacunas que haviam sido deixadas em aberto. Além de deuses, monstros, viagens ao submundo e tudo o mais, conhecemos a ilha das amazonas (que inclusive são protagonistas de uma sacada genial que as liga com a loja online Amazon), os Gigantes que um dia guerrearam contra os Deuses, a Titã Gaia, que possuiu um plano gigantesco para aniquilar os deuses e seus filhos e diversos outros elementos incríveis.

Por fim, chegamos à saga mais recente de Riordan, que aborda nada menos do que a mitologia nórdica. Com Magnus Chase e os Deuses de Asgard, aprendemos mais sobre as Valquírias, o “retiro espiritual” dos guerreiros conhecido como Valhala, Yggdrasil, a árvore que liga os mundos e tudo o mais que cerca essa cultura fantástica.

Mais uma vez, o ator mostra o quanto está disposto a expandir o universo que criou e nos prova que as conexões entre as narrativas estão perfeitamente alinhadas, como por exemplo, o fato de Magnus Chase ser primo de Annabeth Chase, namorada de Percy Jackson e uma das guerreiras mais importantes do Acampamento Meio-Sangue.

Para onde quer que Riordan decida ir, o autor já provou que é capaz de transformar lendas antigas em algo extremamente interessante para os tempos atuais. Quem sabe um dia consigam compreender a magnitude da obra de Riordan e transportem isso com excelência para os cinemas, afinal, suas franquias e os fãs merecem isso.

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