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As várias faces da Batgirl!

Por Morganna Gumes

Mais um personagem da família do homem-morcego irá receber uma adaptação nos cinemas, essa é a vez da Batgirl brilhar, porém não será a primeira vez que a heroína nos presenteia com a sua presença fora dos quadrinhos. Ela esteve presente em várias mídias desde seriados até em jogos.

A personagem apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em 1961 como Betty Kane que se intitulou Bat-Girl, ela era uma tenista vencedora de diversões campeonatos desde a infância, muito competitiva e bonita a jovem era um sucesso dentro e fora das quadras pela sua beleza e talento. O maior ídolo de Betty era o menino prodígio, a admiração se tornou amor platônico e ela decidiu que iria conhecer Robin, e passou a lutar ao lado de sua tia Kathy Kane, a Batwoman. Infelizmente seu crush nunca lhe deu atenção e Betty ficou extremamente decepcionada, largando a vida de combatente do crime e voltando aos esportes, porém nada parecia tão empolgante quanto estar nas ruas lutando.

Betty Kane foi substituída Barbara Gordon em 1967, passando a adotar o nome de Batgirl, sem a separação do nome da personagem, e inaugurou a carreira da vigilante que conhecemos hoje no universo da DC. Uma curiosidade sobre a criação da personagem é que ela foi criada por demanda externa dos quadrinhos, quando a clássica série de TV Batman foi renovada para uma terceira temporada o seu produtor William Dozier pediu ao editor da DC Julius Schwartz uma nova personagem feminina para ser usada na série. O editor então convocou o roteirista Gardner Fox e o desenhista Carmine Infantino para criarem uma nova personagem dentro do universo de Batman.

O desenhista Carmine apresentou três projetos que poderiam ser trabalhados para Dozier, um deles era Hera Venosa, a outra foi chamada de Silver Fox” e por última era a Bat-Girl de Betty Kane. Porém o produtor da série não gostou muito da personagem que mais parecia um Robin de saias, e o desenhista Infantino redesenhou a heroína lhe dando os tons de preto, azul e cinza para ficar mais parecida com o Batman. Essa nova versão estreou na Detective Comics #359, e naquele momento ela se tornou um fenômeno e ganhou sua posição dentro da equipe.

A personagem foi apresentada no seriado como uma bibliotecária que era filha do Comissário Gordon, que não faz a menor ideia que sua descendente se esgueira a noite pelas ruas de Gotham para lutar contra o crime. Porém nos quadrinhos ela acabou se tornando heroína de maneira muito mais casual, Barbara usa o uniforme que conhecemos como o da Batgirl para ir a um baile à fantasia, porém ocorre uma tentativa de sequestro do bilionário Bruce Wayne que também estava na festa e ela consegue impedir a ação dos criminosos.  Depois da aventura inesperada ela toma gosto pela experiência e resolve assumir o manto da Batgirl e continuar como uma vigilante.

Com o fim do seriado a personagem não foi esquecida e conseguiu se estabelecer nos quadrinhos passando a integrar oficialmente a equipe do homem-morcego e fazendo aparições nas revistas do Superman e do Batman. Neste meio tempo ela trocou de profissão deixando de ser bibliotecária e passando a ser uma política, um pouco depois dessa fase a heroína mais uma vez sai dos quadrinhos para as telas, sendo apresentada no longa Batman & Robin, dirigido por Joel Schumacher. O filme era uma continuação de Batman Eternamente que foi lançado em 1995 e surfava no sucesso dos filmes dirigidos por Tim Burton. A adaptação foi muito criticada e um total fracasso para a DC, deixando o vigilante de Gotham e sua equipe na geladeira das telonas por um tempo.

Porém Batgirl não estava fadada ao fracasso, a heroína em 1988 sofreu um ataque do vilão Coringa na revista Batman: A Piada Mortal, onde Bárbara após ser baleada perde o movimento das pernas. O arco foi um ponto crucial na vida da personagem e definiu também sua história dentro do universo DC, ela que agora não poderia mais sair pelas ruas combatendo o crime, se torna especialista em sistemas da informação e passa a lutar de uma maneira diferente, assumindo o nome de Oráculo, auxiliando todos os heróis e vigilantes com informações pela internet. Não satisfeita em apenas dar um apoio mais distante ela cria o grupo Aves de Rapina, que em 1996 teve sua própria revista sendo lançada.

O sucesso do grupo criado por Barbara foi grande, o grupo existe até hoje dentro das revista, o projeto deu tão certo que em 2002 a Warner comprou os direitos para produzir uma série baseada no grupo de vigilantes, apostando no sucesso de Smallville. A série tinha Barbara como a líder do grupo que era composto pelas heroínas Caçadora e Canário Negro, outros personagens do universo Batman que estiverem presentes foram o mordomo Alfred, que com a ausência de Bruce, passa a prestar seus serviços para Barbara, e Arlequina que foi a grande vilã da história.

A série que foi uma aposta da Warner, acabou não indo tão mal que foi cancelada na sua primeira temporada, levando a Batgirl novamente para as sombras fora dos quadrinhos. Desde então anos se passaram e a personagem manteve seu legado dentro das HQs, porém o histórico de adaptações de heróis não era dos melhores e ninguém queria apostar no gênero, mantendo a maré baixa durante muitos anos. Com o sucesso enorme que os filmes da Marvel fizeram, os heróis voltaram a ter chances e além disso passaram a ser a grande tendência dos cinemas. Filmes como Deadpool, mostraram que não só a Marvel Studios conseguia trabalhar bem esse tipo de gênero e com isso os heróis tomaram conta das novas produções no cinema.

A DC vendo que a recepção morna para os filmes de quadrinhos tinha morrido e que as bilheterias estavam se tornando cada vez mais lucrativas resolveu também entrar no mercado e criar seu universo expandido cinematográfico, e com isso ganhamos a chance de rever a Batgirl nos cinemas e dessa vez em um longa só dela. Não só isso como os fãs estão pedindo a participação da personagem no novo filme das Aves de Rapina e alguma aparição na série de Titãs, transformando a personagem na bola da vez.

Outra surpresa que lançou a personagem aos holofotes mainstream foi a sua participação no jogo Batman: Arkham Knight, a personagem foi apresentada na DLC A Matter of Family, onde Bruce Wayne passa o bastão de vigilante para a Batgirl que precisa resgatar seu pai, o Comissário Gordon, que foi sequestrado por Arlequina e Coringa

Basta a nós torcermos para o sucesso da heroína em suas empreitadas fora dos quadrinhos e que ela consiga ter um bom filme e uma boa representação. Pois a personagem é muito boa e tem uma grande história dentro do universo DC e poderia somar muito na história do Batman.

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sobre o autor Morganna Gumes

Apaixonada por cinema, quadrinhos e jogos, apaixonada por linguística e muito fã de Silent Hill. "the fear of blood tends to create fear for the flesh" - Silent Hill