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The Walking Dead: 8×01 – Expectativa vs Realidade!

Por Mike Sant'Anna

Finalmente chegamos à oitava temporada de The Walking Dead, e essa é uma temporada que despertou pelo menos a curiosidade de muitos fãs da série. Seja pela iminente guerra entre a a aliança de Alexandria, Kingdom e Hilltop contra os Saviors de Negan, ou fosse pela curiosidade de ver se a série realmente conseguiria se erguer depois de uma sétima temporada um tanto quanto conturbada.

No resumo total, podemos sintetizar o sentimento desta season premiere realmente em “Expectativa vs Realidade”, pois todo o clima do episódio se baseia em um grande plano para começar a matar destronar Negan, onde cada um projeta sua expectativa para o que o futuro reserva para aquela sociedade. Este sentimento é tão presente que ele precisa se materializar no formato de uma visão/ilusão de um possível futuro, onde Rick já é um senhor de barbas brancas vivendo em uma versão de Alexandria onde tudo está em paz.

Mas não somente dentro do episódio nós temos este sentimento presente, aqui do outro lado da tela, sentado no sofá, este sentimento seja igualmente poderoso e até mais palpável, pois tratava-se do 100º episódio da série, a season premiere da temporada que iria iniciar a guerra entre Rick e Negan, então as nossas expectativas estavam absurdamente altas, e talvez este tenha sido o grande problema.

O episódio não foi ruim, não foi mal feito e, se olharmos um panorama geral da série, ele facilmente entra em uma boa colocação dentre estes outros 99 episódios. Mas o episódio apresentou algumas falhas técnicas que a série não costuma apresentar – como os efeitos especiais mal-feitos algumas vezes – inconsistências que foram difíceis de relevar e um ritmo que definitivamente não era o que esperávamos de um episódio com tamanha importância quanto o 100º episódio.

Mas como eu já mencionei, mesmo comisso tudo, o episódio ainda fica longe de ser um episódio ruim, pois ficam claras as intenções de Greg Nicotero e de Simon Kinsberg de não querer que um 100º episódio seja apenas de momentos impactantes e mortes, e sim de uma celebração à tudo que a série representou até hoje; a dicotomia do melhor vs o pior da humanidade sendo representado em Negan e Rick, a esperança de superar a pura e simples sobrevivência, em busca de construir um mundo melhor. Sem contar o crescimento perceptível de personagens como Carl, Maggie e Gabriel (mesmo que esse último ainda dê alguns deslizes).

Além disso, vemos esta celebração em algumas sequências que são espelhos diretos à sequências do primeiro episódio, como Carl indo no posto de gasolina, ou Rick acordando em seu sonho – o que faz uma referência direta à sequência onde Rick acorda no hospital, no primeiro episódio – Tudo isso exemplifica bastante o quanto este episódio tentou ser um presente para o espectador.

Mas infelizmente – e eu digo infelizmente mesmo, pois todos nós queríamos que o contrário tivesse acontecido – foi um episódio que não empolgou, não emocionou, não criou nenhum sentimento forte o suficiente, para que o episódio ficasse marcado na memória afetiva de nós espectadores.

Porém, existe um outro aspecto que pode ser muito bem levado em consideração para ficarmos mais tranquilos com o que nos foi apresentado neste episódio de The Walking Dead. Nas temporadas passadas, a série pecou em entregar uma season premiere com magnitude de season finale, o que ocasionava dos episódio consequentes não conseguirem acompanhar a qualidade, causando uma certa frustração no espectador – exatamente o que aconteceu na temporada passada. Assim sendo, pode ser que os produtores da série fizeram sua lição de casa e desta vez estejam pretendendo nos entregar uma narrativa completamente crescente.

Resta apenas esperar e ver quem vai ganhar essa guerra, Negan ou Rick Expectativa ou Realidade.

Abaixo, confira mais imagens da série:

The Walking Dead vai ao ar aos domingos, na FOX Brasil.

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.