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Doctor Who – Uma carta de adeus para Peter Capaldi!

Por Mike Sant'Anna

Neste Natal eu me despedi de uma pessoa que foi muito importante pra mim nestes últimos anos. Se você leu o título desta matéria e entrou, provavelmente nem preciso te dizer que estamos falando da saída de Peter Capaldi como o rosto do Doctor na série Doctor Who, não é? Afinal, nós Whovians podemos não ser imensamente numerosos, mas somos leais e passionais.

E no momento de sua regeneração, o 12º Doutor nos entregou um grande presente: Um guia. Na forma de seu discurso de despedida, Capaldi, trouxe um monólogo com tanto peso, tanta propriedade e tantas verdades, que usarei ele para guiar esta carta de despedida.

“Eu tenho algumas coisas para dizer pra você, coisas básicas antes, nunca seja cruel, nunca seja covarde – e nunca coma peras! Lembre-se: O ódio é sempre tolo e o amor é sempre sábio. Sempre tente ser bom, mas nunca falhe em ser gentil”

Quando Capaldi entrou na série, ele parecia deslocado, parecia que estava procurando ainda a sua identidade. E era um pouco complicado estar na situação de Peter, pois ele era o primeiro Doctor desta nova geração que não era um garotão, por isso nós tivemos problemas no início, mas aos poucos nós fomos encontrando, junto de Capaldi, esse Doutor mais ranzinza, mais carrancudo, mas, ao mesmo tempo, o mais amoroso, gentil e bondoso de todos eles.

O Doctor que voltou para salvar Davros, o que encontrou Gallifrey, o Doctor que ficou ao lado de seu inimigo mortal por anos e anos e mais anos, pois jurava que ele/ela tinha salvação e redenção.

“Nunca conte seu nome, ninguém iria entender de qualquer maneira. Exceto as crianças, as crianças entendem às vezes, se seus corações estiverem no lugar certo e as estrelas estiverem também, as crianças conseguem ouvir o seu nome, mas ninguém mais, nunca!”

Capaldi foi provavelmente o Doctor que mais abriu os dois corações deste timelord para nós, os fãs. Desde coisas simples, como mostrar mais fragilidade, até chegarmos ao ponto de ver o seu disco de confissão. E por isso, Capaldi, seremos eternamente gratos. Ao ver um Doutor tão distante de ser um humano, mas ao mesmo tempo tendo questionamentos tão íntimos e sinceros, como os que a gente tem: “Eu sou uma boa pessoa? Será que nunca vou poder descansar?”.

É engraçado como o Doctor já mostrou em outras temporadas a sua faceta do ódio, mas foi em Capaldi que vimos a inconsequência infantil guiada por sentimentos tão extremos como a raiva. Peter Capaldi nos levou por três anos em uma jornada de auto-conhecimento do Doctor, onde no final saímos mais confusos que chegamos! Talvez por não termos mais o coração de uma criança nas estrelas alinhadas.

“Ria bastante, corra rápido, seja gentil…”

E agora ficará a saudade daquele que – aos meus  olhos – foi o melhor Doctor desta nova geração, e em nossos corações whovians ficarão guardados bons momentos – como o grande discurso sobre a guerra, onde este senhor grisalho nos deu uma aula, nos mostrando que todos os nosso problemas, e todas as consequências deles, podem ser evitados se nós sentarmos e conversarmos.

Você teve boas risadas Capaldi, boas corridas… e foi o mais gentil de todos!

Então Capaldi…

Doutor, eu deixo você ir…

 

 

 

Agora, damos olá para Jodie Whittaker, que será a 13ª Doutora. Confira abaixo a primeira imagem oficial dela:

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.