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The Gifted: 1×03 – Belos sonhos são feitos de memórias e ilusões!

Por Chris Rantin

Depois de um episódio intenso de The Gifted, onde tivémos Caitlin Strucker abrindo seus olhos para o mundo preconceituoso (e hipócrita) enquanto lutava para salvar Blink, começamos as coisas com um delicioso flashback entre Polaris e Eclipse, os pombinhos apaixonados.

Ali vimos o momento em que o rapaz chegou até o abrigo, recebendo uma amostra do poder de Lorna – que conseguiu voar com muito mais fluidez e delicadeza do que o Magneto dos filmes costuma fazer. Entendendo também que, mesmo que a realidade seja difícil para eles, a moça não trocaria seus dons por uma vida mais confortável, uma espécie de paralelo para o que a Mística diz em X-Men: Primeira Classe: “Mutante e orgulhoso”.

Outro momento interessante que tivemos foi quando os dois se tocaram (e beijaram) pela primeira vez, o que fez com que seus poderes acabassem dialogando, formando uma cena linda com uma aurora boreal. Em pouco menos de 10 minutos de cena juntos, o casal mostra bastante química e você entende que eles farão o que for preciso para ficarem juntos.

Tudo isso, no entanto, só serviu para deixar ainda mais triste as cenas onde vemos Polaris sozinha e isolada na prisão. Ela ainda acredita que Eclipse e seus amigos irão resgatá-la, mas é bastante difícil manter a toda a esperança quando você se encontra jogado em uma situação injusta e difícil.

Somos levados então até a Resistência Mutante, onde os adultos discutem como seria possível salvar Lorna da prisão, com  a maioria das pessoas apontando que Blink é a melhor opção para isso, afinal, a moça já conseguiu fugir da prisão uma vez usando seus poderes de teletransporte.

Caitlin, no entanto, ainda acredita que existe uma maneira mais segura de conseguir isso, querendo evitar expor Clarice ao perigo mais uma vez, visto que seus poderes ainda exigem muita energia da moça. Aqui é interessante apontar que ela não sugeriu isso por ainda ter ilusões sobre o mundo, ela está querendo ser útil para o grupo, proteger Blink (que quase matou todo mundo ao perder o controle) e ainda tentar conseguir informações sobre Reed.

Caitlin sabe que é uma manobra perigosa, mas ela precisa fazer isso, especialmente depois de ver como seus filhos estão sendo afetados pela ausência do pai e da situação horrível em que eles se encontram.

Em sua jornada até a casa do seu irmão, que é uma das pessoas que pode ajudá-la, vemos como a dinâmica da família foi modificada. Ainda que Caitlin tente proteger seus filhos, ela reconhece que precisa da proteção deles e não tenta fazer com que eles mudem de ideia e fiquem no abrigo. Vemos também que tanto Lauren quanto Andy estão irritados, o que leva o jovem mutante a cometer atos mais violentos e impulsivos do que sua irmã.

Todos os perigos que a família correu para chegar até a suposta ajuda, no entanto, se provou inútil, já que o irmão de Caitlin a recebe de forma pouco calorosa ou útil. Ainda que a jornada até ali tenha corrido sem maiores problemas, os mutantes (incluindo Pássaro Trovejante e Eclipse, que surgiram ali para ajudar) tiveram que lidar com uma multidão raivosa que foi atraída até ali.  

Isso nos leva à Blink, que encontrou um grande bloqueio no uso de seus poderes. Ao longo de todo episódio pudemos ver um pouco da nova atitude da mutante, mais engraçada, leve e irônica, agora que já está confortável junto da Resistência Mutante. Quando todo decidiram que ela seria a melhor opção para resgatar Polaris, a mutante Belos Sonhos foi a primeira a sugerir que poderia utilizar seus poderes para dar uma falsa memória para Blink.

Ao ter uma memória importante com Lorna, que é a melhor amiga da ruiva, Clarice realmente se esforçar para fazer com que seus poderes funcionassem. Pássaro Trovejante, no entanto, se opôs a essa ideia, já que aparentemente ela pode trazer resultados perigosos para os alvos de Belos Sonhos.

Mas quando a situação aperta – e nossos heróis precisam fugir da multidão raivosa – a mutante pede que Blink ajude eles, projetando uma de suas memórias, um momento romântico junto do Pássaro Trovejante na mente da teletransportadora. Aqui, podemos ver o quanto dói nela ter que fazer isso. Não foi um gesto mesquinho, manipular Blink apenas para conseguir salvar seus amigos. Ela respeitou a decisão de Johnny e não iria usar seus poderes em Blink se tivesse outra escolha.

A dor da mutante fica ainda maior quando entendemos que, o que ela fez, foi deixar Blink apaixonada pelo homem que ela ama. Não é uma decisão fácil e isso com toda certeza vai trazer consequências difíceis para o grupo, mas naquele momento, a mutante agiu como uma líder e fez o que era necessário.

No final das contas, o risco foi recompensado. Todos conseguiram ficar em segurança, mesmo que agora Blink acredite que está em uma espécie de relacionamento com o outro mutante. Além disso, vimos que Caitlin finalmente conseguiu as informações que precisava e que, junto dos mutantes, vai partir para o resgate de Reed e Polaris.

Falando em Reed, depois de supostamente trair o movimento e começar a trabalhar com o Serviço Sentinela – em uma tentativa de proteger sua família, mesmo que isso ferrasse todos os outros – vimos que o pai da família Strucker não é tão cruel quanto imaginávamos.

Depois de ver o sofrimento mutante (e o medo) compartilhados por uma mãe e filha mutantes, que mesmo na angústia receberam bem ele e mostraram esse espírito de camaradagem inerente no grupo – que se ajuda durante as dificuldades – a culpa bateu em Reed, que preferiu pular de um veículo em movimento e arriscar ficar longe de sua família do que trazer ainda mais dor para essa raça.

É interessante ver como que, mesmo longe, tanto Caitlin quanto Reed tiveram jornadas parecidas, vendo como era a situação dos mutantes e decidindo ser um aliado deles, e consequentemente dos filhos, do que mais um inimigo.

Em suma, o terceiro episódio de The Gifted continuou aprofundando as relações dos personagens, mostrando como eles estão sendo afetados pela tensão e perigos do mundo – especialmente nos jovens Struckers.

Também é muito bacana que os personagens que aparentemente seriam secundários, como a Belos Sonhos, trazem um impacto para a trama e possuem uma certa fidelidade com sua versão nos quadrinhos. Eles não estão ali só para mostrar que existem vários mutantes legais, eles aparecem porque isso é relevante para a história – diferente dos filmes que introduz vários personagens sem muito tempo para desenvolvê-los.

A trama continua muito avançada, assim como o desenvolvimento dos personagens, o que funciona muito bem. Ao trazer um flashback curtinho entre a Polaris e o Eclipse eles conseguiram reforçar o relacionamento dos dois, sem precisar que os dois ficassem falando o tempo todo que amam um ao outro. Isso deixa a trama mais dinâmica, fluída e bacana.

No próximo episódio devemos ver Reed chegando na prisão, o que deve explicar as imagens dele junto da Polaris que já foram divulgadas. Será que nossos heróis conseguirão resgatar os dois? Estamos na torcida!

O que vocês acharam do episódio? Comentem!

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The Gifted vai ao ar às segundas-feiras, na FOX. No Brasil, a exibição acontece no dia seguinte, na mesma emissora. Já a review sai toda quarta-feira, aqui na LH.

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sobre o autor Chris Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Instagram e Twitter: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"