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The Flash: 4×01-02 – Um novo Flash!

Por Mike Sant'Anna

Quando terminamos a temporada passada, que desceu com aquele gostinho um tanto quanto amargo, por termos tido a temporada mais fraca da série até agora, a quarta temporada vinha com um misto de esperança e medo, afinal de contas, se a série tivesse seguindo o mesmo caminho de Arrow, nós veríamos agora um resultado desastroso. Mas desde que Andrew Kreisberg, produtor executivo da série, começou a dizer que as 3 temporadas anteriores serviram como um “filme de origem” para o herói, e que agora veríamos o Flash dos quadrinhos, eu particularmente comecei a ficar mais otimista sobre o que viria… E até agora não tenho me arrependido disso…

No primeiro episódio, nós começamos a lidar com as consequências de uma Star City sem a presença de Barry Allen há 6 meses, como as pessoas de seu convívio estavam lidando com sua ausência. Primeiro tínhamos um Kid Flash assumindo o lugar de herói principal da cidade, juntamente com seu parceiro Vibro, e ao que tudo indicava eles estavam muito bem com isso. Também vimos que muitas pessoas acabaram abandonando o Team Flash, como por exemplo Julian e Caitlin. Joe continuava seguindo seu bom trabalho como policial ainda sentindo muito a falta de seu filho, o que fazia contraponto com a principal personagem deste episódio; Iris West, que tentou de muitas maneiras seguir o conselho de seu noivo e seguir em frente, dentre estas maneiras, ela assumiu a liderança do Team Kid Flash.

O episódio se dividiu em duas partes; a primeira delas focada em mostrar como cada um estava lidando com a partida de Barry, e uma segunda parte focada em tentar entender o que aconteceu com Barry após ele ter voltado da Força de Aceleração. Devo confessar que eu tinha um grande “contra” na minha cabeça com o fato de Barry retornar tão rápido para a série, pois isso tirava completamente o peso de sua partida no último episódio da temporada passada. Porém, ao fim do episódio eu entendi que eles nunca quiseram fazer com que sentíssemos falta de Barry, e sim que agora tentássemos entender o que aconteceu com o personagem enquanto estava na Força de Aceleração.

Foi um episódio muito contido, sem muitos momentos brilhantes, mas que com toda certeza serviu para mostrar o que Kreisberg havia dito, agora nós realmente veremos o Flash dos quadrinhos, pois o tamanho do poder que o personagem apresentou neste primeiro episódio, era exatamente o que sempre quisemos ver, Barry nunca correu tão rápido. O episódio também serviu para conhecermos pela primeira vez o novo vilão, O Pensador, que – é pra louvar de pé igreja – não é um velocista! O visual do vilão é provavelmente a coisa mais quadrinesca que já tivemos nas séries CW, um vilão em um covil tecnológico, com uma assistente maligna, sentado em uma cadeira flutuante, com um visual que parecia ter sido tirado de uma página de HQ.

No segundo episódio, temos uma sequência de Barry Allen preparando um café da manhã, e preciso dizer: Se o restante da temporada tiver este exato mesmo clima que esta sequência teve, eu me dou como satisfeito para dizer que será a melhor temporada. Durante muito tempo nesta série esperamos para ver este Barry descontraído, leve, brincalhão, e foi exatamente o que tivemos, não somente de Barry mas de Cisco que – há muito tempo – havia perdido a essência de seu personagem, como um dos personagens favoritos dos fãs, assim como Wally também, Joe, entre outros diversos personagens.

Este segundo episódio focou exatamente em como Barry estava mudado, e talvez mudado demais para Iris. Foi um episódio que praticamente focou nas relações interpessoais das pessoas, gerando até mesmo uma sequência em uma terapia de casal que mais uma vez determinou o tom que esta temporada está se dispondo à levar. Onde também tivemos a presença de Cigana, pela primeira vez em uma visita social ao nosso universo. É muito bom ver a química desta personagem com Cisco e como ambos tem diálogos tão naturais e gostosos de ver.

Nem tudo foram rosas neste episódio, já que toda a sequência do embate final contra Kilgore foi um pouco sem sentido, com o desmaio de Wally e toda a parte meio pastelão com o traje do Flash, mas eu acredito que isso não tenha de fato afetado negativamente o andamento do episódio. E eu realmente estou um tanto quanto frustrado em ver que agora eles estão adotando uma espécie de “síndrome de Médico e Monstro” com Caitlin Snow, ao invés de seguir o melhor caminho que os fãs queriam, e transformar a personagem em um meio termo entre Caitlin e Nevasca. Mas se tem uma coisa que me decepcionou bastante, e foi o único motivo pelo qual eu não daria uma nota mais alta para este episódio, foi o fato de – mais uma vez – Barry Allen ter que depender de um discurso motivacional de alguém do Team Flash para vencer, com direito à Run, BarryRun! E tudo mais. Não é possível que mesmo depois desse tempo na Força de Aceleração, Barry não tenha aprendido à se virar sozinho, nem o Wally precisou de discurso.

Mas no demais, mesmo com alguns problemas, algumas lombadas no caminho, o resultado de ambos episódios é muito bom e bastante promissor para a série. Ter um vilão que não é um velocista irá permitir que Barry seja de fato  O Homem Mais Rápido Vivo. Juntamente com este clima mais agradável, mais colorido, mais alegre, provavelmente tenhamos um Novo Flash, um Flash renascido (Rebirth… han… han…), e uma temporada muito promissora.

Confira as imagens do próximo episódio:

The Flash vai ao ar às terças-feiras, na CW.

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sobre o autor Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.