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Álvaro de Moya, o maior teórico sobre HQs do Brasil, falece aos 87 anos

Por Cristiano Rantin

Tido como um dos principais pesquisadores de HQs do Brasil, Álvaro de Moya era um autor, professor e pesquisador nessa área, sendo também o grande responsável por organizar a Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos em São Paulo, em 1951. Moya faleceu nesta segunda-feira, 14, aos 87 anos em decorrência de um AVC, mas deixou para trás um grande legado.  

Ele defendia que, ao contrário do que muitos professores e psicólogos pensavam, o gênero dos quadrinhos era importante para a formação das crianças e que as HQs deveriam ser tratadas como arte.

Ao lado de colegas, Moya foi um dos responsáveis por fundar o Observatório de Histórias em Quadrinhos da USP, além de ser o autor por trás do clássico “Shazam”, publicado em 1970, o primeiro livro brasileiro inteiramente dedicado ao estudo dos quadrinhos. Nele, ao invés de apenas discutir as HQs em seu aspecto mais prático, o autor levantava o debate sobre as influências pedagógicas do gênero, argumentando que o material deveria ser levado mais a sério pela academia de estudiosos.

 

 

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Fonte: Folha de S.Paulo

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Mestrando em Comunicação Social pela UEL • Bruxo • Twitter: @ChrisRantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"