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Warcraft – Primeiras críticas sobre o filme são extremamente negativas!

Por Márcio Jangarélli

Warcraft, longa baseado na história dos jogos da Blizzard, dirigido por Duncan Jones, estava carregando várias expectativas consigo: quebrar o tabu de filmes ruins baseados em games e fazer jus a grandiosa trama do game de mesmo nome, que já é um clássico do mundo dos jogos. Se as críticas estiverem precisas, não é dessa vez que as sagas dos games serão bem representadas. Enquanto a Crave Online e a The Holywood Reporter foram um pouco mais gentis com o longa, o que vem logo abaixo realmente não são críticas de 5 estrelas.

Confira as primeiras críticas sobre o filme:

Nós ainda estamos esperando por um grande filme baseado em vídeo games. Talvez nós nunca consigamos um, mas um longa como Warcraft mostra que pelo menos estamos trabalhando para isso. Essa é uma tentativa honesta de tentar capturar todas as qualidades únicas do material fonte dentro de outra mídia. Quando funciona, é muito divertido. Quando falha, é apenas uma aventura fantástica mediana que foca demais em arcos familiares do que em fazer algo muito mais impactante. Mas não tem nada errado em não ser excelente, contanto que não seja uma porcaria. E Warcraft não é. Tem seus erros, mas é uma aventura agradável que eu embarcaria novamente, preferivelmente junto com ‘O Príncipe Guerreiro’ e ‘O Feitiço de Áquila”. – Crave Online

 

No lugar de mirar no cerne mais cômico, que faz um jogo como World of Warcraft interessante, o filme de Warcraft almeja por dureza, passando um pouco do ponto. Apenas não funciona. O enredo é muito exagerado. Esse é um mundo onde uma das magias mais populares entre os magos é a de transformar seus inimigos em ovelhas, ainda assim, Warcraft age como se fosse uma versão mais verde de Game of Thrones. No meu cinema, as maiores risadas vieram não dos pequenos espaços cômicos, mas dos magos miseráveis de Dalaran, cujos olhos trabalhados com CGI parecem especialmente absurdos quando eram para ser levados a sério. Eu tinha esperança que Warcraft iria, no mínimo, ser divertido, mas realmente, eu preferia passar duas horas limpando o Molten Core. Pelo menos a armadura é legal”. – Kotaku

 

Se você nunca jogou Warcraft, você consegue ligar para um filme do jogo? Levando em conta todos os grandes seguidores da franquia no mundo todo, o filme importa? Para não-aficcionados, a experiência de duas horas poderia ser mais concisa, mas isso não é um grande problema. Ainda assim, é extremamente envolvente. Se você ainda não se inteirou sobre essa mitologia quase-séria, pode parecer uma corda bamba, se não algo completamente maçante – ou os dois, como quando uma não creditada Glenn Close dá um discurso fraco sobre luz e escuridão. Ainda, não há dúvidas que é um marco, tanto no roteiro, quanto na arte, para filmes baseados em vídeo games. E comparado com outras histórias quase-medievais, como a entediante trilogia Hobbit, essa produção internacional é uma frota em uma grande jornada, provavelmente para conquistar bilheterias estrangeiras e construir uma base sólida”. – The Hollywood Reporter

 

Nas mãos do diretor e co-roteirista Duncan Jones (que, anteriormente, foi aclamado por grandes sci-fi’s como ‘Contra o Tempo’ e ‘Lunar’), o filme gasta tempo demais para construir um momento dramático e é interrompido pelo que parecem ser arcos desnecessários; alguns deles, talvez, para gerar futuras sequências. O CGI e a captura de movimentos trabalham bem nos personagens orcs e a maioria das locações são impressionantes – o ganhador do Oscar por As Aventuras de Pi, Bill Westenhofer, lidera o time de efeitos visuais – mas não é sempre que casam bem com as partes de ação. O filme (para maiores de 13 anos nos EUA) acaba com sentimento de não convencimento, genérico, com nada para comparar com o dramático Senhor dos Anéis, do Peter Jackson, ou a brutalidade de Game of Thrones”. – Screen International

 

Com seus reinos detalhados e meticulosamente construídos em estúdios de som e CGI, durante uma pós-produção extensa, ‘Warcraft’ mira para o novo e interessante e, ainda assim, acaba no sujo e convencional. O projeto se encaixa em uma longa linha de apostas visuais audaciosas de Hollywood: Se for sucesso, você acaba com uma explosão que poucos viram chegando, como foi em ‘300’, ou o fenômeno ‘Avatar’; mas se não funcionar – como ‘The Spirit – O Filme’, ‘Capitão Sky e o Mundo de Amanhã’ e ‘Sucker Punch’ – a queda é feia. Levando em conta as mais de 2000 tomadas com efeitos visuais, é até desanimador pensar no tempo, energia, planejamento e precisão gastos em ‘Warcraft’ quando o produto final lembra aquelas propagandas animadas para jogos de Iphone. Excelente em fazer os elementos mais surtados de seus primeiros dois filmes parecerem completamente críveis, Jones não consegue encontrar seu caminho nesse espetáculo cartunesco. Sua paixão pelo material apenas o cegou das bobagens”. – Variety.

 

Imagine ‘A Conquista” sem a energia e você terá essa fantasia lamacenta e tediosa, um projeto hilário que não tinha a intenção de ser engraçado. O elenco parece, em sua maioria, sem rumo, com apenas Schnetzer entregando o que pode ser considerada uma verdadeira atuação. O geralmente confiável Foster foi reduzido a uma semi-divindade, quase como um Jesus da época do rock progressivo, enrolado em uma série de roupões que fazem ele parecer como se estivesse posando para uma propaganda barata; e pobre Paula Patton sendo colocada com um triste par de presas novelescas (para não descreditar, ela faz a maquiagem corporal verde funcionar; se o Universo Cinematográfico da Marvel algum dia expandir para abrigar uma super-heroína com diploma em direito como a She-Hulk, nós estamos olhando para uma concorrente excelente aqui). Existem promessas, ou ameaças, de sequências para Warcraft, mas ‘Super Mario Bros’ também teve. E parando pra pensar sobre, se eu fosse forçado a assistir qualquer um desses filmes sobre vídeo-games mais uma vez, eu escolheria os encanadores”. – The Wrap.

Confira nossa galeria sobre Warcraft:

Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos chega aos cinemas em 9 de Junho.

Fonte: ComicBookMovie

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.