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Jessica Jones – Atores falam sobre construção de personagens, sexo e muito mais!

Por Gus Fiaux

Sobre a experiência de escalação do papel, Carrie-Anne revelou que já tinha entrado em contato com a Marvel um ano antes de ser chamada, apenas para saber se poderia conseguir algum papel dentro do Universo Cinematográfico do estúdio. Então, Jeph Loeb, chefe da divisão televisiva a telefonou e depois que ela leu os roteiros dos dois primeiros episódios, aceitou se juntar ao elenco.

Já Colter disse que seu processo de criação para o Luke Cage acabou sendo quase um dilema. Para ele, os quadrinhos, a opinião dos fãs e teorias não serviram, enquanto ator, para desenvolver o personagem. “Na verdade, eles te escalam por uma razão, e você tem que encarar de uma perspectiva: O que eles viram em você, qual é a essência do personagem e como você pode se ancorar nisso?” revelou o ator.

Logo em seguida, ele elogiou a base de roteiristas da Marvel e a liberdade criativa concedida pelo Netflix, além de confirmar que o Luke Cage é um personagem bem interessante, ainda que ele não tivesse tanto conhecimento do herói antes de ser escalado para o papel. Ele ainda chegou a falar sobre uma peça do uniforme clássico do herói: “Ah, a tiara. Tudo aquilo dos anos 70 e a exploração de personagens negros. Eu fiquei meio que ‘Ai meu deus…’, até que eles me garantiram que eu não usaria isso por estar interpretando outra versão do personagem”.

Sobre a série própria do Luke Cage, cujas filmagens acabaram de começar, Colter confirmou que ela se passará poucos meses após os eventos de Jessica Jones, e que ao final da série da heroína, Cage estará por aí, procurando algo para fazer. Mas de certa forma, o personagem estará agindo como um fugitivo e poderemos encontrá-lo no Harlem, numa realidade bem diferente de Hell’s Kitchen.

Carrie-Anne, sendo uma das atrizes mais experientes da série, foi perguntada sobre como era ser mentora do elenco. Humildemente, ela revelou que a verdadeira mentora da produção foi Krysten Ritter, a própria Jessica Jones. E que se ela fez algo importante foi compartilhar conhecimentos sobre cuidar de filhos com Mike Colter.

Sobre as diferenças em interpretar uma personagem em filmes para personagem em uma série, Moss disse que a maior diferença se encontrava no fato de que, enquanto no filme, ela já sabia tudo que aconteceria com a personagem, desde o início ao fim, na série, ela sabia apenas pouco sobre os próximos episódios, e que isso era bastante desafiador.

A atriz ainda revelou que, no oitavo e nono episódio, ela chegou a fazer algo que jamais faria na vida real. Sem dar detalhes, ela disse que, para esses momentos, ela tenta ser o menos julgadora e mais cabeça-aberta o possível. Sobretudo, ela considera sua personagem “forte, destemida e poderosa. E ela gosta desse poder. Levemente superficial, mas acho que há uma profundidade nisso tudo. Ela vai atrás do que quer, e está interpretando aquele papel machão, de crise de meia-idade, tomando decisões baseadas em cobiça, status e sexo”.

Sobre a famosa frase de Luke Cage (“Sweet Christmas!“, ou como foi traduzido no Brasil, “Cacetada!“), Colter revela que tinha certo medo de usá-la e seu personagem ficar ridículo demais. Contudo, ele percebeu que isso se encaixa perfeitamente na persona do herói. Para finalizar, ele disse que não tem vergonha das cenas de sexo, e chegou a fazer uma piadinha sobre isso, que deixou todos os membros da mesa rindo histericamente. “Temos que entrar nessa de vez”.

 

A primeira temporada completa de Jessica Jones será lançada no dia 20 de novembro, no Netflix.

Fonte: Comic Book

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux