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Agentes da SHIELD – Resenha, referências e easter-eggs de Laws of Nature e Purpose in the Machine!

Por Gus Fiaux

Nas temporadas anteriores, muita coisa aconteceu e deixou os fãs sem chão. Um mistério Kree surgiu, alterando as percepções do Agente Coulson e fazendo com que ele fosse atrás de uma cidade. Ao chegar lá, Skye foi transformada pela névoa de um cristal terrígeno, revelando sua natureza Inumana.

Desde então, a heroína tinha ido morar com sua mãe, líder de uma tribo Inumana secreta, e peça maligna da metade final da segunda temporada. Lá, Skye (ou melhor… Daisy) passou a treinar seus poderes e após a descoberta de que sua mãe não era bem quem ela pensava, a heroína ajudou a destruir o regime vigente e voltou para a SHIELD.

Mas isso diz respeito apenas ao que aconteceu com Daisy. No final da última temporada, todos os personagens tinham sofrido alguma mudança. Coulson, para salvar a equipe, teve de perder a mão. May resolveu tirar férias para saber se era realmente isso que queria da sua vida. Harpia se colocou na frente de uma arma para salvar Lance, seu ex-marido. E o mais chocante de tudo, Simmons fora engolida por um monólito alienígena…

Finalmente, a terceira temporada:

Quando SHIELD foi lançada, dois anos atrás, eu estava extremamente empolgado com a série. Mesmo com diversos problemas de ritmo e o modelo procedural, o enredo tinha me conquistado tanto que eu não consegui largar a aventura televisiva de Coulson, mesmo que muitos fãs o tenham feito. E se um momento deixa absurdamente claro que esses fãs deviam ter insistido, esse momento é agora.

A terceira temporada começou de forma ágil, sem tempo para descanso. Os dois primeiros episódios têm que lidar diretamente com o salto temporal dado após o fim da segunda temporada, e precisamos ser reapresentados aos heróis que fizeram da série o que ela é. Toda a construção emocional fica bem evidenciada de modo claro ou até mesmo sutil, na personalidade de Daisy, Coulson, May, Hunter e Fitz, dentre outros.

Destaque para o avanço da história, que traz consigo novos personagens e novas situações. O esquadrão que captura Inumanos aparenta ser uma grande ameaça contra a equipe de Coulson, mas não menos que eles é Chibata, o monstruoso inumano cujos poderes por pouco não derrotam Skye e Luke. Falando em Inumanos, Joey é outro personagem carismático introduzido na série – aliás, o primeiro personagem assumidamente LGBT do Universo Cinematográfico da Marvel, e que venham mais. Vemos através de seus olhos a mudança em sua vida, e o quanto isso o deixa despreparado para o que está por vir.

O grande mérito de SHIELD está nas interpretações e na química investida pelos personagens, algo praticamente inexistente na primeira metade da primeira temporada, e que evoluiu drasticamente de modo a nos oferecer um sentimento real de família. Mas não para por aí.

 

A trilha sonora está bem clássica, aproveitando temas já utilizados na série, e ainda assim, conseguindo passar o impacto necessário para a trama. Em termos técnicos, também mencionamos os efeitos visuais, que mesmo para um orçamento diminuto de televisão, dão conta do recado.

A fotografia dos dois episódios é contida e competente, apesar de não nos oferecer nada novo e surpreendente – como por exemplo, o plano sequência de Tremor lutando contra soldados da HIDRA na temporada anterior.

Algumas resoluções apressadas (como o que aconteceu com Simmons ao final do segundo episódio) podem desagradar aqueles que esperavam um prolongamento dessa subtrama, mas ainda assim, a série voltou em seu pico e estamos extremamente felizes com isso. Resta saber o que o futuro promete da série

No final, os dois primeiros episódios da nova temporada são ágeis e beiram o corrido, o que pode acabar sendo um problema, mas que por ora, funcionou para nos providenciar um novo início frenético e sem pausas. E a SHIELD, assim como nós, deve encarar um período de grandes mudanças.

CONFIRA AS REFERENCIAS E EASTER EGGS DOS EPISÓDIOS!

 

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux